PSG conquista troféu inédito após reviravolta dramática
O Paris Saint-Germain escreveu ontem uma das páginas mais memoráveis da sua história ao conquistar, em Údine, a primeira Supertaça Europeia do clube, batendo o Tottenham num jogo carregado de drama e emoção. O encontro terminou 2-2 no tempo regulamentar e só se decidiu nas grandes penalidades, com triunfo parisiense por 4-3.

Os londrinos entraram melhor, organizados e confiantes sob o comando de Thomas Frank. A estratégia defensiva e a eficácia nas bolas paradas renderam frutos: Micky van de Ven abriu o marcador aos 39 minutos e, já na segunda parte, Cristian Romero aumentou a vantagem com um cabeceamento em que o guarda-redes do PSG ficou mal na fotografia. Com dois golos de atraso e o relógio a avançar, o PSG parecia condenado à derrota.
Mas, como tantas vezes acontece no futebol, a história virou nos instantes finais. Lee Kang-in deu o primeiro sinal de esperança aos 85 minutos com um remate colocado. E, quando os ingleses já sentiam o troféu nas mãos, Gonçalo Ramos, vindo do banco, apareceu aos 94 minutos para empatar de cabeça, levando o jogo para penalties.
Nos penáltis, Vitinha falhou para o PSG, mas Van de Ven e Mathys Tel desperdiçaram para os Spurs. A noite acabaria por pertencer a Lucas Chevalier, jovem guarda-redes que, na sua estreia pelo PSG, defendeu um penálti e exibiu uma frieza digna de veterano. Coube a Nuno Mendes o remate decisivo, que carimbou a vitória e fez explodir a festa parisiense.
No final, Luis Enrique admitiu que “durante 80 minutos o Tottenham merecia ganhar”, mas enalteceu a capacidade da sua equipa de nunca desistir. Thomas Frank, orgulhoso, destacou a exibição dos seus jogadores, lamentando apenas a lotaria cruel dos penáltis. Ousmane Dembélé, determinante com a assistência para o golo do empate, foi eleito Homem do Jogo.
Para o PSG, este triunfo não é apenas um título: é a consagração de uma época perfeita, juntando Supertaça Europeia à Ligue 1, Taça e Champions League. Um feito que confirma o estatuto de gigante europeu e deixa no ar a sensação de que este grupo ainda pode escrever muito mais história.
A final de Údine teve forte marca portuguesa, tanto no relvado como na equipa de arbitragem. No PSG, Nuno Mendes foi o herói silencioso ao converter o penálti que decidiu o título; Gonçalo Ramos entrou para assinar o golo salvador no último suspiro; e Vitinha, apesar de falhar da marca dos onze metros, foi peça fundamental na circulação e construção de jogo. João Neves esteve no banco, pronto a entrar se necessário. Do lado do Tottenham, João Palhinha mostrou a sua habitual solidez no meio-campo, impondo-se nos duelos e no posicionamento.
A direção do encontro coube a uma equipa de arbitragem também portuguesa, liderada por João Pinheiro, que, com os assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia, assinou uma exibição segura e criteriosa, mantendo o jogo limpo e controlado numa final de alta intensidade.