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Terceiro Tempo

"Football, bloody hell!" – Sir Alex Ferguson (1999, após a conquista da Champions League)

Terceiro Tempo

"Football, bloody hell!" – Sir Alex Ferguson (1999, após a conquista da Champions League)

Qua | 06.08.25

O desafio francês no caminho europeu do Benfica

Desde que o grupo Ineos assumiu o comando em 2019, o Nice construiu um projeto sólido e ambicioso. Em 2023‑24 garantiram o 5.º lugar na Ligue 1 e, em 2024‑25, mantiveram a consistência ao ficarem em 4.º lugar, assegurando a qualificação para os playoffs da Liga dos Campeões. A equipa mostrou equilíbrio, eficácia nos duelos e solidez nas transições, estabelecendo-se como um forte candidato ao top três em França.

No arranque da temporada 2025‑26, o Nice renovou o seu plantel com algumas saídas marcantes: o guarda‑redes Marcin Bułka juntou‑se ao futebol saudita; Gaëtan Laborde também saiu; Jean‑Clair Todibo, vendido para o West Ham, e outras movimentações libertaram recursos para reforços como o sueco Isak Jansson, o jovem Juma Bah (defesa-central emprestado pelo Manchester City) e o guarda-redes Yéhvann Diouf, ex-Reims.

Sistema tático

Franck Haise continua ao leme técnico e mantém a aposta num 4‑3‑3 dinâmico, com pressão alta e transições rápidas em ataque. A equipa organiza-se com extremos abertos e médios interiores móveis, garantindo fluidez ofensiva mas sem negligenciar o equilíbrio defensivo. A construção parte dos centrais ou de jogadores como Boudaoui/Rosario, com passes verticais que exploram corredores e saídas rápidas para os avançados.

Na defesa, figura a liderança de Dante, ainda aos 41 anos, que traz experiência e organização. Ao seu lado ou na linha defensiva apresentam-se Mohamed Abdelmonem, Moïse Bombito, Melvin Bard, Ali Abdi e o jovem Juma Bah como opção emergente.

No meio-campo, Hicham Boudaoui tem brilhado: aos 25 anos, foi alvo de interesse do Manchester United e afirma-se como um dos melhores médios defensivos da Ligue 1, graças à sua força física, capacidade de recuperação e passes longos. Juntam-se-lhe Pablo Rosario, equilibrador posicional, e o recém-chegado Gabin Bernardeau, médio mais jovem com boa visão e potencial para dinamizar o colectivo

No ataque, as opções mais frescas e decisivas incluem Isak Jansson, extremo sueco recém-contratado com potencial ofensivo; Terem Moffi; Mohamed‑Ali Cho, promissor centro‑avançado com velocidade; além de Sofiane Diop, Jérémie Boga e Evann Guessand (que não jogará a partida de hoje devido a lesão), capazes de criar desequilíbrios.

Jogadores-chave para observar

- Hicham Boudaoui: o pivô do meio-campo, essencial para controlar o ritmo do jogo, recuperar bolas e lançar contra-ataques. A sua presença pode condicionar o Benfica no meio-campo.

- Yéhvann Diouf: substitui Bułka na baliza; chega com boa reputação de clean sheets e experiência em Reims, e a pressão europeia será um novo teste para ele.

- Isak Jansson: recém-chegado da Áustria, é veloz, criativo e com instinto para o golo e assistências. Espera-se que traga imprevisibilidade às transições ofensivas.

- Terem Moffi e Cho formam um leque atacante versátil, com mobilidade e finalização; podem explorar os espaços criados pelo sistema de Haise.

Contexto europeu e expectativas

Apesar das participações limitadas, o Nice tem sido consistente em contextos europeus recentes, participando na Europa League 2024‑25 e agora na Champions 2025‑26, pelo mérito no campeonato doméstico. O coletivo mostra resiliência competitiva e coerência táctica — elementos fundamentais nestes duelos a eliminar em casa e fora.

A eliminatória com o Benfica será um teste de alto nível. o Nice deverá procurar controlar o meio-campo com Boudaoui e Rosario, pressionar alto desde a defesa organizada com Dante, Bombito ou Abdelmonem, e sair em transição rápida explorando os flancos com Jansson e Diop. A dupla ofensiva ou rotativa com Moffi ou Cho poderá ser decisiva na busca de golos fora ou em casa.

Em resumo, o Nice de 2025 é uma equipa cada vez mais madura e competitiva — com estrutura estável, reforços bem escolhidos, um estilo de jogo moderno e jogadores em sintonia com a táctica de Haise. Frente ao Benfica, apresenta-se com capacidade para complicar a eliminatória nos dois duelos e é um adversário de respeito tanto em Nice como na Luz.