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Terceiro Tempo

"Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola." - Nelson Rodrigues

Terceiro Tempo

"Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola." - Nelson Rodrigues

Muchachos, ahora solo queda festejar

22.12.22, Terceiro Tempo

          Foi escrita uma das mais belas histórias do futebol ao longo destes últimos dois meses de Mundial. Depois de tanta controvérsia gerada antes e durante a alguma do mesmo, o que é certo é que a organização do evento esteve irrepreensível e com Messi, a maior estrela, a conseguir brilhar e a conquistar o maior título da sua carreira. Um título acenta-lhe tão bem, tão merecido e tão desejado por toda uma nação que viajou em peso para o Catar.

Messi a ser levado ao colo pelo seu amigo Kun Aguero

          A Argentina esteve longe dos grandes palcos nos últimos anos. Os argentinos criticavam imenso a seleção o que até levou Lionel Messi a renunciar à seleção (temporariamente). A chegada de Scaloni ao comando técnico da albiceleste foi como um casamento perfeito. Tudo deu certo. Primeiro com a conquista da Copa América, competição que fugia à imenso tempo aos argentinos tornando-se assim o primeiro grande título de Messi e companhia ao serviço do seu país.

         A harmonia entre adeptos e jogadores foi escalando. Os torcedores voltaram a vibrar com a sua seleção e, as boas exibições que vinham protagonizando, tornaram novamente a Argentina uma das potenciais favoritas na entrada para o Mundial que... começou mal. A Argentina perdeu diante da Arábia Saudita, foram alvo de imensos memes ao longo desse dia e já esperando que pudessem mesmo nem sequer passar a fase-de-grupos. Estavam redundamente enganados. 

         Os jogadores fecharam-se mais, os adeptos puxaram mais pela a equipa e, arrisco-me a dizer, que esse jogo, essa derrota, foi o ponto mais importante para a albiceleste tornar-se mais unida com o objetivo de calar os críticos.

         Os jogos foram-se passando, a Argentina foi ganhando com maior ou menor dificuldade, até ao grande jogo da final. A França parte como favorita, até porque era a detentora do título e tinha em Mbappé a grande figura de destaque. A Argentina, para além de Messi, é uma equipa que se faz valer, sobretudo, pelo seu coletivo. Jogadores como Mac Allister, De Paul, Alvarez ou Martinez, não são jogadores extremamente conceituados nos seus clubes/ligas, mas essa ausência de vedetismo na seleção e, com todos a remarem para o mesmo lado, também terá ajudado.

         A vitória da Argentina nem merece contestação. Foram os justos vencedores do maior torneiro de seleções de toda a história com uma final que vai ficar na memória de muita gente, havendo mesmo quem considere que tenha sido a melhor final (e mais emocionante) de toda a história em Mundiais.

         E Messi... já nos faltam as palavras. Aos 35 anos, fecha o mais belo capítulo ao serviço da sua Argentina. Um torneio onde esteve irreprensível, muitas assistências, muitos golos marcados e sobretudo nunca virou a cara à luta. Esteve lá sempre, disponível. Era apenas mais um a lutar. A remar para o mesmo lado e os frutos foram colhidos. Messi é futebol, futebol é Messi. O maior jogador da história. E o facto de Cristiano Ronaldo ter conquistado tantas coisas ao longo da sua carreira (e a competir diretamente em troféus individuais) enaltece ainda mais os feitos de Lionel Messi. Uma delícia. Estes 20 anos de disputas entre os dois foram incríveis e será muito difícil dois jogadores conseguirem repetir este mesmo feito.

Pois bem... Muchachos, ahora solo queda festejar!

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