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Terceiro Tempo

"Football, bloody hell!" – Sir Alex Ferguson (1999, após a conquista da Champions League)

          Foi escrita uma das mais belas histórias do futebol ao longo destes últimos dois meses de Mundial. Depois de tanta controvérsia gerada antes e durante a alguma do mesmo, o que é certo é que a organização do evento esteve irrepreensível e com Messi, a maior estrela, a conseguir brilhar e a conquistar o maior título da sua carreira. Um título acenta-lhe tão bem, tão merecido e tão desejado por toda uma nação que viajou em peso para o Catar.

Messi a ser levado ao colo pelo seu amigo Kun Aguero

          A Argentina esteve longe dos grandes palcos nos últimos anos. Os argentinos criticavam imenso a seleção o que até levou Lionel Messi a renunciar à seleção (temporariamente). A chegada de Scaloni ao comando técnico da albiceleste foi como um casamento perfeito. Tudo deu certo. Primeiro com a conquista da Copa América, competição que fugia à imenso tempo aos argentinos tornando-se assim o primeiro grande título de Messi e companhia ao serviço do seu país.

         A harmonia entre adeptos e jogadores foi escalando. Os torcedores voltaram a vibrar com a sua seleção e, as boas exibições que vinham protagonizando, tornaram novamente a Argentina uma das potenciais favoritas na entrada para o Mundial que... começou mal. A Argentina perdeu diante da Arábia Saudita, foram alvo de imensos memes ao longo desse dia e já esperando que pudessem mesmo nem sequer passar a fase-de-grupos. Estavam redundamente enganados. 

         Os jogadores fecharam-se mais, os adeptos puxaram mais pela a equipa e, arrisco-me a dizer, que esse jogo, essa derrota, foi o ponto mais importante para a albiceleste tornar-se mais unida com o objetivo de calar os críticos.

         Os jogos foram-se passando, a Argentina foi ganhando com maior ou menor dificuldade, até ao grande jogo da final. A França parte como favorita, até porque era a detentora do título e tinha em Mbappé a grande figura de destaque. A Argentina, para além de Messi, é uma equipa que se faz valer, sobretudo, pelo seu coletivo. Jogadores como Mac Allister, De Paul, Alvarez ou Martinez, não são jogadores extremamente conceituados nos seus clubes/ligas, mas essa ausência de vedetismo na seleção e, com todos a remarem para o mesmo lado, também terá ajudado.

         A vitória da Argentina nem merece contestação. Foram os justos vencedores do maior torneiro de seleções de toda a história com uma final que vai ficar na memória de muita gente, havendo mesmo quem considere que tenha sido a melhor final (e mais emocionante) de toda a história em Mundiais.

         E Messi... já nos faltam as palavras. Aos 35 anos, fecha o mais belo capítulo ao serviço da sua Argentina. Um torneio onde esteve irreprensível, muitas assistências, muitos golos marcados e sobretudo nunca virou a cara à luta. Esteve lá sempre, disponível. Era apenas mais um a lutar. A remar para o mesmo lado e os frutos foram colhidos. Messi é futebol, futebol é Messi. O maior jogador da história. E o facto de Cristiano Ronaldo ter conquistado tantas coisas ao longo da sua carreira (e a competir diretamente em troféus individuais) enaltece ainda mais os feitos de Lionel Messi. Uma delícia. Estes 20 anos de disputas entre os dois foram incríveis e será muito difícil dois jogadores conseguirem repetir este mesmo feito.

Pois bem... Muchachos, ahora solo queda festejar!

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